sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

#DLdoTigre - Evil Dead: Arquivos Mortos, de Bill Warren

Até o começo desse mês eu tinha uma tremenda falha de caráter: nunca tinha assistido a trilogia Evil Dead. O empurrão que eu precisava veio através do livro Evil Dead: Arquivos Mortos, escrito por Bill Warren e transformado numa linda edição de luxo pela Darkside Books. Escolhi o livro como parte do Desafio Literário do Tigre, cujo tema de fevereiro era "julgando pela capa".

Poser.

Bill Warren, esse danado crítico de cinema, conseguiu reunir documentos, entrevistas e muitas, muitas, muitas informações sobre Sam Raimi, o diretor e roteirista da série de filmes, dos produtores Bruce Campbell e Rob Tapert, sobre a criação desses filmes e também sobre os desenvolvimentos de hoje da obra, que ganhou um musical e um remake.

Com imagens raras de backstage e cheia de curiosidades, a leitura agarra nossa atenção, tirando várias exclamações imaginárias e oohhhhs abafados. Separei um trecho que fala sobre a gravação da cena em que Cheryl, interpretada por Ellen Sandweiss é perseguida pelo espírito maligno na floresta:
"Nós estávamos filmando Ellen Sandweiss sendo perseguida na floresta pela Força, e ela está de camisola, descalça", Josh Becker relembra. "Nós montamos a câmera em um compensado por uns cinquenta metros para que pudéssemos segui-la com a câmera em uma cadeira de rodas - não havia trilhos naquele filme. Era uma das noites mais frias do ano, e filmamos a noite toda. Ela correu e caiu, correu e caiu por horas. Ela ficou completamente esgotada, e quando estávamos perto de amanhecer ela disse 'é isso, vocês não vão ter mais'. Ela estava aos prantos e saiu correndo. Rob e eu estávamos enrolando os cabos e tirando as coisa dali. E, enquanto estávamos fazendo isso, nós vimos sangue por todo o compensado; os pés dela haviam obviamente ficado em frangalhos pelas raízes e tudo mais."
Evil Dead foi realizado com baixo orçamento, muito trabalho duro e todo tipo de contratempos com a equipe, mas o resultado foi positivo e abriu muitas portas para a produtora, principalmente porque uma das pessoas que o filme encantou foi ninguém menos que Stephen King, que espalhou elogios sobre a obra, dando a ela uma visibilidade que dificilmente conseguiria sozinha.

Mandamentos de Sam Raimi: 1. O inocente deve sofrer; 2. O culpado deve ser punido; e 3. Você tem que provar sangue para ser homem.

Enfim, é um livro que julguei pela capa e o resultado foi maior que a expectativa. Termino o mês de fevereiro não só com um livro lido, mas também tendo finalmente assistido clássicos que criaram escola ao juntar terror gore e comédia. Recomendo muito, para todos, mas principalmente para quem curte o filme ou tem interesse em produções cinematográficas.
ps e off topic: descobri no livro que Sam Raimi é produtor executivo de Xena: a princesa guerreira e que o irmão dele, Ted, é o Joxer, aquele bobão da série. Com certeza essa não é uma informação que vá mudar seu mundo, mas passei minha infância assistindo a série e achei curioso :-)
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Agora no Desafio Literário de março o tema é "livro ou filme?" e já fiz minha escolha: vou ler A Máquina do Tempo, de H.G. Wells e comparar com a adaptação de 1960 para o cinema, de George Pal.

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