Fazia tempo que queria reler A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, quando o li na minha adolescência, o fiz com uma fome que nem pude saboreá-lo. Como o Desafio Literário do Tigre desse mês era "Livro ou Filme?" e eu ainda não tinha visto o famoso filme de 1960, aproveitei para reler e assistir esse clássico.
Não gosto de ler/assistir ficção científica pensando em ciência, para mim o que o autor falar está falado. Não quero saber se é algo impossível ou não, quero me entreter. Sei que essa obra do Wells é cheia de falhas científicas, mas isso seria a última coisa a qual daria importância. A ideia de viajar no tempo é fascinante para mim desde que eu era um pimpolho jogando Chrono Trigger no Super Nintendo (outra obra que vivem apontando erros, get a life!).
A história tanto do livro quanto do filme de 1960, dirigido por George Pal, são bem parecidas. Um cientista consegue criar uma máquina que seria capaz de se mover na quarta dimensão, mas ao contar aos amigos, é desacreditado por eles. Quando eles se vão, ele se vai também, mas para o futuro. Beeeem no futuro, aliás, mais exatamente no ano 802.701 d.C. Gosto de como ele chega otimista nessa era e como essa visão é rapidamente desfeita.
Os humanos se tornaram extremamente infantis, vivem brincando, comendo, num mundo idílico. Poderia ser o paraíso se fosse só isso. O Viajante descobre que esses são apenas os Elois, cuja alegria dura um dia, mas quando a noite chega... Se escondem, se juntam como rebanho, por medo dos Morlocks, os caras do subterrâneo, que poderíamos chamar de insensíveis pelos seus hábitos alimentares, mas que possuem sim sensibilidade, mas somente à luz. Para eles, os Eloi são mesmo tratados como gado. Para o azar do Viajante, essas criaturas roubam sua máquina hahahahaha
Vou listar algumas diferenças que percebi entre o filme e o livro e que me surpreenderam, para o bem ou mal. Vou tentar dar o mínimo de spoilers possível, pois mesmo sendo um livro de 1895 e um filme de 1960, tenho certeza que muita gente ainda não viu:
É isso. Filme ou livro? Na minha humilde opinião fecal, fico com o filme. Adorei o visual dos Morlocks e o final. Embora o livro tenha mais detalhes, acho o filme mais bem feito. O próprio H. G. Wells não gostava muito do livro, por ter sido o seu primeiro.
Mês que vem o tema do Desafio Literário é "Hype do Momento". Não faço nem ideia de qual é o hype de horror, ficção científica ou fantasia. Percy Jackson? Eduardo Spohr? Os livros do The Walking Dead? Me ajudem!
Não gosto de ler/assistir ficção científica pensando em ciência, para mim o que o autor falar está falado. Não quero saber se é algo impossível ou não, quero me entreter. Sei que essa obra do Wells é cheia de falhas científicas, mas isso seria a última coisa a qual daria importância. A ideia de viajar no tempo é fascinante para mim desde que eu era um pimpolho jogando Chrono Trigger no Super Nintendo (outra obra que vivem apontando erros, get a life!).
A história tanto do livro quanto do filme de 1960, dirigido por George Pal, são bem parecidas. Um cientista consegue criar uma máquina que seria capaz de se mover na quarta dimensão, mas ao contar aos amigos, é desacreditado por eles. Quando eles se vão, ele se vai também, mas para o futuro. Beeeem no futuro, aliás, mais exatamente no ano 802.701 d.C. Gosto de como ele chega otimista nessa era e como essa visão é rapidamente desfeita.
Os humanos se tornaram extremamente infantis, vivem brincando, comendo, num mundo idílico. Poderia ser o paraíso se fosse só isso. O Viajante descobre que esses são apenas os Elois, cuja alegria dura um dia, mas quando a noite chega... Se escondem, se juntam como rebanho, por medo dos Morlocks, os caras do subterrâneo, que poderíamos chamar de insensíveis pelos seus hábitos alimentares, mas que possuem sim sensibilidade, mas somente à luz. Para eles, os Eloi são mesmo tratados como gado. Para o azar do Viajante, essas criaturas roubam sua máquina hahahahaha
Vou listar algumas diferenças que percebi entre o filme e o livro e que me surpreenderam, para o bem ou mal. Vou tentar dar o mínimo de spoilers possível, pois mesmo sendo um livro de 1895 e um filme de 1960, tenho certeza que muita gente ainda não viu:
1 - no livro, os Elois não falam inglês e isso é um dos principais elementos de tensão da história: estar numa terra estranha praticamente incomunicável. Fiquei bem triste quando no filme eles conversaram como se não houvesse um espaço de mais de 800 mil anos de diferença;
2 - no livro, os Elois são infantis mesmo, não blasés. Eles se desinteressam pelo Viajante, mas só porque enjoam. No começo eles se empolgam um pouco pelo menos. No filme o Viajante é quase um fantasma;
3 - o filme é bacana por dar um teor mais político para o livro de Wells. Durante a viagem no tempo, o Viajante acaba vendo as grandes guerras realizadas pelo homem. Decepcionado viaja mais, para 1966 quando estaria ocorrendo uma 3ª Guerra Mundial. 6 anos após a realização do filme... Achei bem interessante, já que essa devia ser uma preocupação BEM real;
4 - o filme, ainda no aspecto político, mostra o Viajante ensinando os Elois a reagir ao domínio dos Morlocks. No livro os Elois são sempre infantis. Mais um ponto positivo pro George Pal :)
5 - no final do livro, o Viajante vai ainda mais pro futuro ao sair da época dos Elois, milhões de anos a frente, e encontra criaturas gigantes e bizarras. Queria ter visto isso na tela.
É isso. Filme ou livro? Na minha humilde opinião fecal, fico com o filme. Adorei o visual dos Morlocks e o final. Embora o livro tenha mais detalhes, acho o filme mais bem feito. O próprio H. G. Wells não gostava muito do livro, por ter sido o seu primeiro.
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Mês que vem o tema do Desafio Literário é "Hype do Momento". Não faço nem ideia de qual é o hype de horror, ficção científica ou fantasia. Percy Jackson? Eduardo Spohr? Os livros do The Walking Dead? Me ajudem!


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