Com o tema "Hype do Momento", não podia escolher outra coisa que não um livro de zumbi, que vem contaminando fãs ao redor do mundo recentemente com as obras, principalmente, de Max Brooks e Robert Kirkman. Mas para o Desafio Literário, só o tema é do momento, a obra que escolhi é a raiz do subgênero: A Noite dos Mortos-Vivos, de John Russo, que acaba de ser lançado pela Darkside Books no Brasil.
O livro contém duas histórias, A Noite dos Mortos-Vivos, que romantiza o roteiro do famoso filme dirigido por George Romero, e A Volta dos Mortos-Vivos, continuação da história anterior e que, bem, não chegou a ser filmado. Explico depois, vamos à primeira história:
E assim começa a história, com uma reflexão idealizada da morte, que o autor seguirá matando capítulo após capítulo, mostrando o inferno que ela pode ser, tanto na lamentável condição dos zumbis quanto no caos daqueles que ainda lutam para viver mais um pouco.
Quão chocante é ir ao cemitério ver o pai falecido e ver seu irmão sendo devorado por alguém? É terrível acompanhar uma personagem em choque e não saber direito o que está havendo. O início do livro é puro suspense porque não há a informação de se as pessoas estão vivas ou não, se elas entendem o que se passa ou não, o que as motiva a fazer isso. E mesmo depois, quando o governo solta informação, são informações bem superficiais.
A preocupação de o que está acontecendo some rapidamente, já que há um problema mais urgente: sobreviver. E é nessa busca que Bárbara encontra Ben, que a tenta ajudar e transformar uma casa que encontram num lugar seguro.
Com descrições cruas e personagens a beira de um ataque de nervos, John Russo imprime seu horror e cria um clima que vai da desolação à esperança como se fosse uma montanha-russa. Os zumbis são sedentos por carne humana e com uma violência que difere bastante do que vemos hoje em dia, quando eles não estão perseguindo alguém, eles podem destruir carros e até utilizar alguma ferramenta simples. E uma fraqueza deles é que pegam fogo facilmente.
Em A Noite dos Mortos-Vivos, os zumbis ainda são a principal ameaça e o elemento de horror, mas em A Volta dos Mortos-Vivos, o buraco é mais embaixo.
Dez anos após os acontecimentos narrados no primeiro livro, a sociedade se organizou novamente e vivia uma relativa paz e quase nada se falava sobre o que aconteceu, virou tabu comentar o caos passado.
No entanto, após uma tragédia de ônibus, algumas de suas vítimas começaram a voltar com a fome insaciável por carne humana fresca. Novamente, não há uma explicação sobre o porquê disso, mas foda-se a explicação, lá vem um monte de zumbis! Ou pior, lá vem um grupo de... humanos! Sim, nessa segunda história vemos o verdadeiro caos, a sociedade tem agora dois inimigos, os mortos e os vivos, que se aproveitam da bagunça para saquear famílias e estuprar qualquer pessoa indefesa encontrada pelo caminho.
Cada novo personagem que surge é uma nova preocupação e as pessoas morrem (e matam) por muito pouco. Para ajudar, botam uma grávida na história que só deixa tudo mais tenso.
Gosto muito das sequências dos filmes do Romero, e me divirto também com os pastelões das sequências de Russo, mas meu deus, como queria ver ESSA história nas telas. Era para ela ter sido adaptada para o cinema, aliás, era para ela ter sido dirigida por Tobe Hooper (do O Massacre da Serra Elétrica), mas como ele teve que realizar outro projeto, esse ficou a cargo de Dan O'Bannon, que só aceitou dirigir se pudesse fazer mudanças no roteiro. Pequenas mudanças que transformaram a história de terror para terrir.
Mas enfim, amo tudo deles e recomendo também!
O livro contém duas histórias, A Noite dos Mortos-Vivos, que romantiza o roteiro do famoso filme dirigido por George Romero, e A Volta dos Mortos-Vivos, continuação da história anterior e que, bem, não chegou a ser filmado. Explico depois, vamos à primeira história:
"Pense em todas as pessoas que já viveram e morreram e que nunca mais verão as árvores, a grama ou o sol.
Tudo parece tão breve, tão... inútil, não é? Viver um pouquinho e depois morrer? Tudo parece resultar em nada.
Ainda assim, de certa forma, é fácil invejar os mortos. Eles estão além da vida e da morte."
E assim começa a história, com uma reflexão idealizada da morte, que o autor seguirá matando capítulo após capítulo, mostrando o inferno que ela pode ser, tanto na lamentável condição dos zumbis quanto no caos daqueles que ainda lutam para viver mais um pouco.
Quão chocante é ir ao cemitério ver o pai falecido e ver seu irmão sendo devorado por alguém? É terrível acompanhar uma personagem em choque e não saber direito o que está havendo. O início do livro é puro suspense porque não há a informação de se as pessoas estão vivas ou não, se elas entendem o que se passa ou não, o que as motiva a fazer isso. E mesmo depois, quando o governo solta informação, são informações bem superficiais.
A preocupação de o que está acontecendo some rapidamente, já que há um problema mais urgente: sobreviver. E é nessa busca que Bárbara encontra Ben, que a tenta ajudar e transformar uma casa que encontram num lugar seguro.
Com descrições cruas e personagens a beira de um ataque de nervos, John Russo imprime seu horror e cria um clima que vai da desolação à esperança como se fosse uma montanha-russa. Os zumbis são sedentos por carne humana e com uma violência que difere bastante do que vemos hoje em dia, quando eles não estão perseguindo alguém, eles podem destruir carros e até utilizar alguma ferramenta simples. E uma fraqueza deles é que pegam fogo facilmente.
Em A Noite dos Mortos-Vivos, os zumbis ainda são a principal ameaça e o elemento de horror, mas em A Volta dos Mortos-Vivos, o buraco é mais embaixo.
Dez anos após os acontecimentos narrados no primeiro livro, a sociedade se organizou novamente e vivia uma relativa paz e quase nada se falava sobre o que aconteceu, virou tabu comentar o caos passado.
No entanto, após uma tragédia de ônibus, algumas de suas vítimas começaram a voltar com a fome insaciável por carne humana fresca. Novamente, não há uma explicação sobre o porquê disso, mas foda-se a explicação, lá vem um monte de zumbis! Ou pior, lá vem um grupo de... humanos! Sim, nessa segunda história vemos o verdadeiro caos, a sociedade tem agora dois inimigos, os mortos e os vivos, que se aproveitam da bagunça para saquear famílias e estuprar qualquer pessoa indefesa encontrada pelo caminho.
Cada novo personagem que surge é uma nova preocupação e as pessoas morrem (e matam) por muito pouco. Para ajudar, botam uma grávida na história que só deixa tudo mais tenso.
Gosto muito das sequências dos filmes do Romero, e me divirto também com os pastelões das sequências de Russo, mas meu deus, como queria ver ESSA história nas telas. Era para ela ter sido adaptada para o cinema, aliás, era para ela ter sido dirigida por Tobe Hooper (do O Massacre da Serra Elétrica), mas como ele teve que realizar outro projeto, esse ficou a cargo de Dan O'Bannon, que só aceitou dirigir se pudesse fazer mudanças no roteiro. Pequenas mudanças que transformaram a história de terror para terrir.
Mas enfim, amo tudo deles e recomendo também!
No Skoob, esse 2-em-1 está entre meus livros favoritos: nota 5 de 5. Ficou interessado? Dá pra adquirir a sua edição com 30% de desconto na CH: http://migre.me/iUF32Em maio, o tema do #DLdoTigre será "Bichos!" e já decidi o que vou ler, uma história bonitinha sobre um cachorrinho aí... hahahahaha! Aguardem :-D

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