Certa vez li um amigo comentando que o livro "A Morte É Legal" era fantasia para menininhas emo. Era uma resenha positiva, mas esse trecho me afastou dele. Até que chegou agosto e o tema do Desafio Literário do Tigre foi "Risos", nesse mês era para resenhar uma leitura leve, divertida, chick lit, algo do tipo, e decidi pegar ele para ler.
Uma coincidência legal foi no dia que comecei a leitura: estava eu na casa da Bruna La Serra com o livro e decidi começar a ler o tal enquanto ela fazia as coisas dela. Nem bem abri a primeira página e a Chanel, a coelha dela, pulou em meu colo para xeretar porque eu estava usando minhas mãos para segurar um objeto e não para fazer um carinho nela. Registrei:
E algumas páginas depois descobri que uma das personagens principais era uma coelha! (nem tinha reparado que havia um coelho nos pés da garota da capa ¬¬)
A Morte É Legal, escrita pelo mineiro Jim Anotsu, conta a história do jovem Andrew e sua irmã caçula, Amber. Ambos vivem com o pai e se apoiam na arte desde que a mãe deles morreu. O garoto deseja ser escritor e a menina uma cantora de rap. Andrew tem 19 anos, nunca trabalhou e, quando não escreve ao som de rock deprê, fica pensando em Brionny, por quem ele é apaixonado há um bom tempo (friendzoned). Amber gosta de passar as tardes na pista de skate, rabiscando rimas e compondo com seu amigo Jonas, sonhando em conquistar seu espaço no mundo da música.
A vida de Andrew muda totalmente quando numa tarde conhece Ive, a princesa do fim inevitável, a filha mais nova da Morte. e sua coelha mal-humorada que é alérgica a si mesma, Prozy. Ela está numa temporadano Inferno na Terra e em busca dos três nomes do Gato, pois quem encontrá-los tem direito a dois desejos. No caso dela, o motivo principal é se tornar humana. Ao saber que Andrew deseja o amor de uma pessoa, ela o convida para sua aventura para que ele também possa realizar seu sonho de conquistar Brionny.
Enquanto Andrew vive uma aventura fantástica, Amber passa por um drama bem realista: seu amigo Jonas, que é negro, sofre com bullying na escola e se mantém calado. E ela passa por várias dificuldades também ao tentar ganhar espaço entre os rappers locais.
Eu que estava com expectativa baixa para este mês vi minha cabeça explodir com o estilo de Jim Anotsu, estava lá no livro muito do que amo: fantasia urbana, nonsense, referências da cultura pop, humor negro e, confesso com certo rubor, um romance.
Tem muitas coisas legais para destacar nessa obra, organizarei em tópicos para facilitar:
A vida de Andrew muda totalmente quando numa tarde conhece Ive, a princesa do fim inevitável, a filha mais nova da Morte. e sua coelha mal-humorada que é alérgica a si mesma, Prozy. Ela está numa temporada
Enquanto Andrew vive uma aventura fantástica, Amber passa por um drama bem realista: seu amigo Jonas, que é negro, sofre com bullying na escola e se mantém calado. E ela passa por várias dificuldades também ao tentar ganhar espaço entre os rappers locais.
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Eu que estava com expectativa baixa para este mês vi minha cabeça explodir com o estilo de Jim Anotsu, estava lá no livro muito do que amo: fantasia urbana, nonsense, referências da cultura pop, humor negro e, confesso com certo rubor, um romance.
Tem muitas coisas legais para destacar nessa obra, organizarei em tópicos para facilitar:
- Anotsu faz um livro que cativa jovens e adultos, homens ou mulheres, emos ou não;
- Os personagens secundários são muito bem desenvolvidos e, bons ou maus, nos cativam;
- O livro é dividido em 4 partes, em cada uma delas tem ilustrações fofas da Maria Claudia Müller e trechos do livro que o protagonista está escrevendo. E todo capítulo começa com frases absurdas, engraçadas ou instigantes;
- Tudo o que sei sobre rap aprendi lendo A Morte é Legal;
- Aparece um protótipo de Cthulhu num trecho do livro;
- O projeto gráfico do livro é tão bom quanto seu conteúdo;
- O livro tem muitas referências literárias, principalmente de clássicos, e muitas referências musicais, principalmente de música pop, mas também há referências de teatro, cinema e moda;
- A filha da Morte é muito simpática e lembra a Morte criada por Neil Gaiman;
- Uma cidade que se revela morada de criaturas fantásticas pode ser elemento de quase toda literatura de fantasia urbana, mas desde o começo pensei no livro Lugar Nenhum do Neil Gaiman, e quando descobri que Dresbel, a cidade fictícia da história, é uma junção de LonDRES e BELo Horizonte, isso se tornou mais claro. Amo Gaiman e parece que o Jim também;
- Uma dúvida que surge durante a leitura: "Por que alguém faz pacto com o diabo achando que vai se dar bem?".
Já botei o livro entre meus favoritos no Skoob e nota 4 de 5. Você pode se perguntar porque nota 4 se é um favorito e eu apenas digo o único ponto chato do livro: acho que ele não passou por uma boa revisão, já que em vários momentos há pequenos deslizes, pequenos mas que por sempre aparecerem tiram um pouco da atenção. Espero que a Draco corrija isso numa próxima edição :-)
É isso, livro mais que recomendado! Para comprá-lo basta acessar: http://bit.ly/amorteelegal

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